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  • Elis Regina

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sábado, 2 de agosto de 2014

Morte de Elis

Notícia sobre a morte de Elis Regina, publicada no Jornal O POVO, em 20/01/1982
"A cantora Elis Regina morreu ontem, após uma parada cardíaca, quando falava ao telefone com seu namorado, o advogado Samuel Macdowell Figueiredo. Advogado da família de Vladimir Herzog, ele, ao perceber que Elis começou a titubear durante a conversa: enrolando palavras, dizendo frases sem sentido, chegando, inclusive, a interromper o diálogo, foi correndo até o apartamento da artista, encontrandoa-a morta ao lado do telefone."

Elis Regina


Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945  — São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. Conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.
Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões. Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como "Madalena", "Como Nossos Pais", "O Bêbado e a Equilibrista", "Querelas do Brasil", que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, são célebres os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Wilson Simonal, Rita Lee, Chico Buarque que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com "É Com Esse Que Eu Vou".

terça-feira, 29 de julho de 2014

Carmen Miranda no Cinema



Carmen Miranda não se limitou à música, realizava diversas apresentações em festas, teatros e festivais e rapidamente foi convidada para fazer as aberturas das projeções de filmes de Hollywood no Cine-Teatro Broadway.

Em março de 1932 aconteceu a primeira aparição de Carmen no cinema com “O Carnaval cantado de 1932”, o filme foi produzido pela Vital Ramos de Castro e equipe da Cinédia, mas os registros foram perdidos.

Carmen Miranda participou de 20 filmes produzidos pela Cinédia, Sonofilmes, 20th Centrury Fox, United Artists, MGM e Paramount, e contracenou com os mais importantes atores do Brasil e dos Estados unidos, de Oscarito a Jerry Lewis.

Carmen se tornou uma grande estrela de Hollywood, é até hoje a única latino-americana a ter a marca de suas mãos e plataformas gravada na Calçada da Fama no Teatro Chinês de Los Angeles.

Bibliografia Carmen Miranda



Carmen Miranda teve uma vida curta, porém intensa.
Sua personalidade carismática e sua ascensão internacional inédita foram registradas não só em fotografias, discos e filmes, como em artigos, reportagens, entrevistas e muitos livros, no Brasil e no exterior, além de ensaios acadêmicos – o primeiro, em 1997, foi a tese de doutorado "O Brasil de Carmen Miranda e as Lentes de Holywood", que Simone Pereira de Sá apresentou à Universidade Federal do
Rio de Janeiro.

Desde os anos 1950, escritores vêm continuamente escrevendo biografias da artista, analisando o fenômeno Carmen, ajudando a perpetuar o ícone e ao mesmo tempo contando a história da música brasileira e até mesmo da urbanização do país. Muitos desses livros encontram-se disponíveis apenas em sebos.

O ABC de Carmen Miranda, de Dulce Damasceno de Brito. Companhia Editora Nacional, 1986.
A jornalista, que foi amiga íntima da cantora, reproduz histórias, frases e pensamentos de Carmen nos anos em que conviveu com ela, entre 1952 a 1955.

Carmen - Uma Biografia, de Ruy Castro. Companhia das Letras, 2005. O autor acompanha a vida da brasileira mais famosa do século 20 no Rio de Janeiro a partir de seus ascendentes, seu nascimento em 1909 até sua morte em 1955.

Carmen Miranda, A Cantora do Brasil, de Abel Cardoso Junior. Editora Símbolo, 1978. Biografia completa feita pelo pesquisador paulista, que é um dos mais notáveis nomes da pesquisa da música popular.

Carmen Miranda, de Cássio Emmanuel Barsante. Editora Europa, 1985.Texto bilíngüe (português-inglês) com biografia e cerca de 800 fotos. A primeira tiragem saiu acompanhada de disco de 12 polegadas

Carmen Miranda, de Luiz Henrique Saia. Editora Brasiliense, 1984. Ensaio biográfico em linguagem simples que integra a coleção Encanto Radical, contribuindo para a bibliografia da música brasileira.

O It Verde e Amarelo de Carmen Miranda, de Tânia da Costa Garcia. Editora Annablume, 2004.

A autora analisa como a baiana estilizada, criada por Carmen, ao emigrar para os Estados Unidos se torna símbolo da identidade nacional e latino-americana.

Carmen Miranda Foi à Washington, de Ana Rita Mendonça. Editora Record, 1999. Misto de ensaio e biografia que descreve a trajetória internacional da estrela e suas implicações artísticas e políticas.

Las Noches de Carmen Miranda, de Lucía Guerra. Sudamericana, 2002. Carmen é transformada em personagem de ficção pela escritora chilena Lucia Guerra, em livro publicado na Argentina.